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Estamos em Penalva, para balanço janeiro 27, 2010

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O campo já está quase cheio, nessa época do ano em que só chove por essas bandas. As estradas e as pontes estão desmoronando, a natureza é fria e calculista, o homem é estúpido e irresponsável. Viver numa cidade pacata e pequena é sonho pra muita gente, pra mim, nem tanto.

Mas 2010 me deu esta responsabilidade, é um ano da reflexão, de pensar na vida, no universo e tudo o mais; estar sempre com os amigos, ter aquela conversa gostosa em todos os lugares e ao mesmo tempo. 2010 é o ano do estar menos só, até porque tudo o que tava mais ou menos ficou largado no ano que se passou.

Um chuva caiu e levou muita coisa ruim, que tava se escorando, se abeirando pelas encostas, que tava passando despercebida, parasitando a nossa vida. Lavamos a alma com ela e, como naquela música da Clara Nunes, é só esperar o resplandecer…

Quando o sol
Se derramar em toda a sua essência
Desafiando o poder da ciência
Pra combater o mal
E o mar
Com suas águas bravias
Levar consigo o pó dos nossos dias
Vai ser um bom sinal
Os palácios vão desabar
Sob a força de um temporal
E os ventos vão sufocar
O barulho infernal
Os homens vão se rebelar
Dessa farsa descomunal
Vai voltar tudo ao seu lugar
Afinal
Vai resplandecer
Uma chuva de prata do céu vai descer, lá, lá, iá
O esplendor da mata vai renascer
E o ar de novo vai ser natural
Vai florir
Cada grande cidade o mato vai cobrir, ô, ô
Das ruínas um novo povo vai surgir
E vai cantar afinal
As pragas e as ervas daninhas
As armas e os homens de mal
Vão desaparecer nas cinzas de um carnaval
As forças da natureza (João Nogueira e Paulo César Pinheiro)

Depois dessa nuvem passageira, um céu azul vai trazer pra gente o sol brilhante, pra gente ter dias melhores. Principalmente aos que plantaram os frutos para colhê-los, sem muita pressa, com precisão, sabedoria, esperança e perseverança. Quem fez como a cigarra, só ficou cantando e ainda remendou a formiga, coitada, vai ter que ralar dobrado. Esse é o meu 2010, devagar, mas sempre.

Isso é como eu me defino outubro 15, 2009

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Clara Nunes

Composição: Clara Nunes

Quem me vê lutando
Não é sabedor
Do meu jeito brando
De falar de amor

Eu tenho uma metade de acalmar
Metade lutador
No fundo eu sou um sonhador

Eu tenho uma cidade pra cantar
Um peito cheio de versos
E as mãos de trabalhador

Quem me vê

Quem me vê sentido
É conhecedor
Do meu jeito antigo
De guardar a dor

Eu tenho uma metade no meu lar
Metade exterior
Porque também sou pecador

Eu tenho a mocidade pra gastar
Um grande amor pela vida
E a benção do Redentor

E quem quiser me acompanhar
Eu cantei pra me desabafar
E agora a dor já passou

Balada do amor através das idades julho 22, 2009

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Pessoal, não sei se o Carlos Drummond de Andrade andou frequentando o Vale do Amanhecer, mas parece que ele captou bem os conceitos de transcendente, reajustes e os carmas que trazemos nas 19 reencarnações dos jaguares…
Divirtam-se com essa bela poesia, que comecei a gostar lá no ginásio.

Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Eu era grego, você troiana,
troiana mas não Helena.
Saí do cavalo de pau
para matar meu irmão.
Matei, brigamos, morremos.

Virei soldado romano,
perseguidor de cristãos.
Na porta da catatumba
encontrei-te novamente.
Mas quando vi você nua
caída na areia do circo
e o leão que vinha vindo,
dei um pulo desesperado
e o leão comeu nós dois.

Depois fui pirata mouro,
flagelo da Tripolitânia.
Toquei fogo na fragata
onde você se escondia
da fúria do meu bergantim.
Mas quando ia te pegar
e te fazer minha escrava,
você fez o sinal da cruz
e rasgou o peito a punhal…
Me suicidei também.

Depois (tempos mais amenos)
fui cortesão de Versailles,
espirituoso e devasso.
Você cismou de ser freira…
Pulei muro de convento
mas complicações políticas
nos levaram à guilhotina.

Hoje sou moço moderno,
remo, pulo, danço, boxo,
tenho dinheiro no banco.
Você é uma loura notável,
boxa, dança, pula, rema.
Seu pai é que não faz gosto.
Mas depois de mil peripécias,
eu, herói da Paramount,
te abraço, beijo e casamos.

Carlos Drummond de Andrade

O Centurião julho 14, 2009

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Centúria era uma unidade de infantaria do exército romano, constituinte das coortes romanas, que continha uns oitenta legionários, correspondendo a dez contubérnios (a unidade mínima do exército romano, constando de oito soldados a dez). Cada contubérnio alojava-se numa loja ou cubículo de barracão de 6 praças -a quarta parte do mesmo estava sempre de guarda-.

Cada centúria era comandada pelo centurião, ajudado por um optio ou tenente e por um tesserarius ou suboficial de segurança. Tinha um estandarte ou signum que era levado por um signifer. Assim mesmo, cada centúria dispunha de um buccinator, encarregado de tocar a buccina, uma espécie de trompa utilizada para transmitir ordens acústicas a jeito de toques.

Cada coorte continha até seis centúrias e cada legião romana tinha dez coortes de guardas de infantaria e mais 120 cavaleiros de guarda.

As centúrias agrupavam-se administrativamente por pares formando manípulos de 160 infantes, e estes, pela sua vez, operativamente em grupos de três formando uma coorte de 480 legionários.

A fala da terra junho 23, 2009

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Um pouco de poesia (Pedro Tierra – MST). Esta poesia eu descobri quando fui ao 5º Encontro Nacional do MST em Brasília. O Maranhão e o Pará fizeram a mística de abertura de um dos dias, que tinha um recital desta poesia.
A Liberdade da Terra não é assunto de lavradores.
A Liberdade da Terra é assunto de todos quantos
se alimentam dos frutos da Terra.
Do que vive, sobrevive, de salário.
Do que não tem casa. Do que só tem o viaduto.
Dos que disputam com os ratos
os restos das grandes cidades.
Do que é impedido de ir à escola.
Das meninas e meninos de rua.
Das prostitutas. Dos ameaçados pelo Cólera.
Dos que amargam o desemprego.
Dos que recusam a morte do sonho.

A Liberdade da Terra e a paz no campo têm nome:
Reforma Agrária.
Hoje viemos cantar no coração da cidade.
Para que ela ouça nossas canções e cante.
E reacenda nesta noite a estrela de cada um.
E ensine aos organizadores da morte
e ensine aos assalariados da morte
que um povo não se mata
como não se mata o mar
sonho não se mata
como não se mata o mar
a alegria não se mata
como não se mata o mar
a esperança não se mata
como não se mata o mar
e sua dança.

Achados e perdidos na internet junho 5, 2009

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Incrível a quantidade de bugigangas que a gente encontra com apenas algumas horinhas ociosas aqui no laboratório de informática do CCH-UFMA. E o pior, a maioria delas vem via twitter (não sabe o que é isso? azar o seu, vai ler sua revista “Veja”)

Primeiro o Rafael Rosa me vem com este link:
http://1.bp.blogspot.com/_Tdf7Ww4Td3o/SiknzkBPJrI/AAAAAAAAACc/GtV3FNetY5w/s1600-h/defesamarca.jpg

Leram, né? viram quanta coisa idiota é planejada, construída e disponibilizada assim, sem nenhum pudor? Pois é. Depois me vem A Elen Mateus com a possibilidade de um punheticídio, o primeiro da histório. E logo com o Bill, de Kill Bill:
http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL1184163-7084,00-DAVID+CARRADINE+TERIA+MORRIDO+EM+ACIDENTE+DE+MASTURBACAO.html

Daí eu digitei e comecei a visitar todas as páginas do google que continham o nome “Celso Serrão”, até desenterrar um tal de Benedito Celso Serrão Borges Júnior. O cara além de ser o meu xará (coisa que eu achava impossível de acontecer), ainda é do Maranhão.

Na mesma leva encontrei vestígios do meu paleozóico blog (que não tinha nada demais, apenas alguns textos engraçados que me fizeram reviver meu primeiro porre cantando “O mundo fantástico do Uirapuru”, às 3h da manhã, no alojamento da UFPI – a única universidade do Brasil com aparadores de neve nas janelas):
http://acornetadodiabo.blig.ig.com.br/

Pode ser tudo confirmado no twitter: http://twitter.com/celsoserrao
Tem até a bendita hora em que lembro de Zefinha, durante uma aula, cantar o samba enredo da portela de 1988, em homenagem a Suzana Beckman. Ele diz assim “Suzana, a musa deste mar de lama, simplesmente a tua chama, queima o peito de quem ama…” Claro que eu acompanhei e ajudei ela a lembrar do resto da letra.

Bom, e por último, o quadro da Regina Casé no fantástico chamado “Vem com tudo!”, e que fala sobre tendências. As pessoas podem enviar vídeos do Brasil inteiro comentando sobre o que é tendência na cidade onde mora. Eu assisti uma chamada e me apaixonei por um vídeo de Maringá que pode ser visto na página do programa:
http://especiais.fantastico.globo.com/vemcomtudo/category/fala/

Acredito que dentro de alguns dias a frase “tenha discernimento” será um bordão.

veja o texto que apresenta o vídeo:

Tenha discernimento!

qua, 06/05/09
por Equipe Vem Com Tudo |
categoria Fala
| tags , , , , , , , , ,

Intelectuais muitas vezes dizem que não gostam de moda, ou pensam que estão acima das modas. Mas pegue os textos que eles escrevem. Geralmente citam outros intelectuais, os que estão na moda. Hoje a tendência é citar Zizek, Agamben, Badiou. Sartre e Foucault já estão out… (Vem Com Tudo também é cultura! E adora modas intelectuais! rsrsrsrsrs) Depois observe bem as palavras utilizadas. Hoje é difícil encontrar texto acadêmico sem “questões pontuais”, ou “operar pela lógica do mercado”, ou o verbo operar utilizado a torto e a direito de maneiras curiosíssimas. Mas o engraçado mesmo é quando essas manias intelectuais acabam vindo com tudo para a fala popular. Agora a tendência é falar difícil. Veja o caso da palavra resgate. Antes só intelectual “regastava a auto-estima”. Agora não há um dia em que alguém não esteja resgatando alguma coisa nos jornais. As pessoas falam resgate com toda a pompa, como se estivessem mandando bem, como se estivessem por dentro (isto é: na moda)! E o efeito é hilário: tudo passa a não significar nada… Este vídeo, vindo de Maringá, Paraná, é prova que o que está com tudo, agora, é a pessoa falar sem nenhum discernimento (ou com todo discernimento do mundo – como sempre, depende do ponto de vista!):

Estamos virando uma Belhem maio 29, 2009

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ok, não sei se já reparam, mas eu já. São Luís deu pra chover todo dia, lá por voltas das 13, 14h, dá até pra marcar encontro depois da chuva, ou antes dela. Foi o que aconteceu hoje.

A Midiar Comunicação, empresa que estou criando com mais três sócios -  Ledilce, Rodrigo e Alice – precisa se regularizar com urgência para assinar aí uns contratos bacanas (que vão nos levar pro espaço, eu diria…) já na semana que vem. Por isso eu deixei o dia inteiro só pra resolver os problemas burocráticos.

Passei no Sebrae, imprimi milhares de vezes os mesmos documentos, autentiquei o que não devia, e obriguei todo o mundo a aparecer pra assinar papelada na Praia Grande porque quando eu coloco uma coisa na cabeça, vocês sabem, ela tem que acontecer…

Para piorar tudo caiu aquele toró, quase molhou “os papel tudo”, estavamos em cima do prazo, vimos várias luzinhas no fim do túnel, mas não deu, fica pra semana que vem… Foi trabalho de um dia inteiro colocado fora por causa de um senhor, daqueles funcionários públicos cansados de guerra, que não vêm a hora de aposentar e atravanca os sonhos dos outros baseado em burocracia.

Mas enfim, o post era sobre chuva. São Luís está virando Belhem. É isso

Carro de som quase estraga festa na C.O. maio 25, 2009

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Na noite deste sábado, 23 de maio, uma festa na Cidade Operária quase acaba em prisão. O motivo da confusão teria sido o som de um carro durante a festa de aniversário da jornalista Sarita Bastos, 25 (meio século, hahaha).

Uma denúncia chegou a ser feita na delegacia do bairro, mas devido a outras ocorrências mais urgentes o caso não teve grande repercussão. A aniversariante teria chamado cerca de vinte amigos para comemorar o aniversário em sua casa, um deles compareceu ao local com um carro popular e, a pedido da própria anfitriã, aumentou o som “nas alturas”.

Passava das 23h quando os primeiros convidados saíram da festa. Uma vizinha que não quis se identificar conta como foi passar a noite ouvindo MPB num som acima do permitido: “é um absurdo, essa menina sempre faz isso. Ela coloca o som nas alturas e nós somos obrigados a conviver com isso. Fora que essa música que ela coloca é de extremo mau gosto, fosse ao menos um brega…”

Outros moradores da proximidade relataram o ocorrido e concordam com a denúncia. Falam em desrespeito e abuso por parte da moradora. “Ela acha que ela pode tudo, só porque é uma jornalista formada pela UFMA e já apresentou uns trabalhos no Intercom. Mas ela devia ter respeito, porque já foi estagiária da Anvisa e a monografia dela foi na área da saúde, sabe muito bem o quanto o som alto faz mal e atrapalha o sono”, comenta um policial que mora na Cidade Operária há mais de dez anos.

Jornalista Déia Lima reúne amigos em noite de gala abril 19, 2009

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Ao completar 26 primaveras, a jornalista Déia Lima, em noite de muito glamour, reuniu amigos e parentes na sua casa de praia. Os convidados, além de presentes, trouxeram uma enorme variedade de queijos e vinhos. A noite foi regada a uma conversa descontraída e uma música jovem.

Uma das mais elegantes da festa era a também jornalista Sarita Bastos. Ela foi toda “no combina” com uma bermuda listrada e camisetinha da grife “tô te querendo”, da estilista Renata Boerchereg. O modelito foi escolhido durante a última visita da jovem à Rua Grande, mas agradou a todos.

Com um sorriso marcante, Sarita Bastos chamou para si todas as atenções da noite, ou pelo menos da mesa dos amigos de universidade da aniversariante. Descontraída, a moçada discutiu durante várias horas sobre o twitter, a nova moda que tem invadido a blogosfera. Sarita como sempre, comentou diversos assuntos dos bastidores da rede, entusiasmando a todos e se consagrando como uma verdadeira especialista no assunto.

Uma torta de chocolate e outra de cupuaçu casou frizon. Os pais da aniversariante não puderam comparecer porque estavam desfrutando de uma nova lua-de-mel na Cordilheira dos Andes, no Chile. Com certeza chegarão cheio de novidades e fotos.

Por falar em fotos, estamos aguardando as imagens de divulgação da Assessoria de Imprensa, hein?

Em breve, nos livros de história abril 17, 2009

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Calma, não estamos num período de crise. O meu voto foi alterado novamente e ele acabou caindo nas mãos da família Sarney pela segunda vez, que agora volta triunfal ao seu Palácio dos Leões personificada na figura da oca governador Rosengana Sarney. Saimos da liberdade condicional e voltamos para a prisão perpétua: nosso carrasco é o Seu José, do bigode.

Apesar da vontade de quebrar tudo, a crise ainda não está deflagrada. Temos aí o Cutrim para cuidar da nossa segurança pública, o Ricardo Murad para melhorar nossa saúde, e a Paulinha Lobão cada vez mais solidária.

Entre duendes e fadas...

Entre duendes e fadas...

No reino do Maranhão, quem tem sobrenome Sarney é rei, talvez por isso deram sumiço no Dom Sebastião e o corpo não foi encontrado até hoje. Ana Jansen até virou lenda. E o jackson coitado, diz que não sai do Palácio, só depois de mortinho. Acordei hoje pela manhã com os gritos dele expulsando o “Sistema Mentira” (nas suas próprias palavras) de lá.

A Mirante, que não é boba nem nada, se fez de coitadinha e num ato sacrílego invocou a tal liberdade de imprensa: quem é essa????

Nesse clima de quase-crise (calma, não estamos num período de crise!), eu agradeço a Deus por ter presenciado um momento histórico nesta província que não evolui nunca. No período do Marquês de Pombal nem tinha fogos de artifício e na época da balaiada nem tinha telão pra ver a cassação na praça.

Vou fazer como a Saritinha e aproveitar pra votar na Roseana para o Troféu Angus Young de Ouro da MTV, por ser mulher, nordestina, oriunda de escola pública e… guerreira!

O Desterro agradece.