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	<title>Sincero que dói</title>
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	<description>tão sincero, mas tão sincero, chega dói</description>
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		<title>Bambaê – negro pé no chão em noite de gala</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Apr 2011 01:20:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Serrão</dc:creator>
				<category><![CDATA[mundo sincero]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dia inteiro ansioso para que a noite chegasse e enfim o baile começasse. Estão servindo a comida, são cerca de 50 homens e mulheres. Em festa de negro sempre tem o momento da comida farta, gordurosa, aquela que dá sustância, que faz suar. Apesar de tudo, a galera chega ao terreiro alinhado e perfumado, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=206&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia inteiro ansioso para que a noite chegasse e enfim o baile começasse. Estão servindo a comida, são cerca de 50 homens e mulheres. Em festa de negro sempre tem o momento da comida farta, gordurosa, aquela que dá sustância, que faz suar. Apesar de tudo, a galera chega ao terreiro alinhado e perfumado, ainda.</p>
<p>Duas caixeiras bem magrinhas, devidamente instrumentalizadas, sentam-se uma ao lado da outra, começam a esquentar o couro. As outras, em pé, observam a platéia, animam os rapazes, passeiam pra cá e pra lá. O conhaque de alcatrão São João da Barra, onipresente como ele só, vai esquentando os dançarinos que estão sentados. As carteiras de Derby, amassadas no bolso de trás, serão brevemente requisitadas para a fumaça do ambiente.</p>
<p>Som, aos poucos se ouve o tocar das caixas, característicos, até aqui desconhecido aos meus ouvidos, coisa muita diferente, fina, parece uma valsa (como tinha ouvido falar de tardinha). Na verdade, a despeito dos pés descalços, tudo aqui parece um grande baile de gala, inclusive o perfume de alfazema que sem dó nem piedade derramou-se pelos pescoços, pelas mãozinhas, pelas roupas com naftalina, pelos lencinhos de enxugar o rosto.</p>
<p>As mulheres vão na frente. Quem estava em pé puxa a roda, as sentadas vão se ouriçando, as mais gordinhas reclamam, gemem, mas sorriem. Piscando pros rapazes de 60, 70 e 80 anos, provocam o surgimento dos primeiros pares no meio do salão do terreiro. Chão de barro pisado, telhado coberto de palha, choro e lamento se juntam ao toque da valsa-caixa, bambaê!</p>
<p>Pergunto-me a origem do nome e o cérebro me reúne uma série de possibilidades que poderiam, isoladas ou combinadamente, ocasionalmente, ter dado origem a este nome tão bamboleante, tão balanceante, tão bambariqueiro, sonoramente revelado entre línguas e dentes, e entre os sopros das palavras que são os gemidos dos pequenos versos de músicas que agora seguem.</p>
<p>Uma senhora vai na frente como se tivesse caindo, leva consigo um homem que derreia seu braço sob o ombro dela. Compassadamente geme acompanhando a batida, o ritmo e as palavras resmungadas das caixeiras. Um barulho que no fim das contas, no altar da noite, parece com cigarras cantando num inverno – até chove neste calor – ou índios entoando cantos aos seus deuses à beira de uma fogueira.</p>
<p>Cá entre nós não temos fogo, bom, pelo menos não a que queima e consome os corpos no sentido real. Mas temos o sentido figurado, com outros tipos de fogo, o da Maria Eduarda (filha de Dona Maria Calanga, proprietária de um puteiro antigo na cidade) que levanta a saia de vez em quando pra gente ver sua linda sunga surrada e sem elástico; o fogo das duas gatas que vão na frente gritando “se agito criança!”, o da caixeira do lado direito que traga um cigarro ao mesmo tempo que canta e toca, e de sua substituta, uma gorda de fartas cadeiras que rebola sem precedentes para pegar com a boca uma garrafa de cerveja jogada ao chão.</p>
<p>Festa de negro tem música alta, dança, conversas vertiginosas, piadinhas pra/da pessoa do lado. É natural que o negro neste clima todo se sinta em casa como se sua vida fosse isso e sem isso ela não seria completa. Há uma quase unanimidade de velhos, mas aqui e acolá se vê um rosto mais jovem. Gente nova se junta à roda, crianças cantam e jogam piada pás vovós que passam mais arrupiadas. Acho que o Bambaê vai até tarde. Tarde do dia, tarde da noite, tarde de muitos e muitos anos ainda.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sinceroquedoi.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sinceroquedoi.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sinceroquedoi.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sinceroquedoi.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sinceroquedoi.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sinceroquedoi.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sinceroquedoi.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sinceroquedoi.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sinceroquedoi.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sinceroquedoi.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sinceroquedoi.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sinceroquedoi.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sinceroquedoi.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sinceroquedoi.wordpress.com/206/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=206&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Realengo, abril de 2011</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Apr 2011 02:21:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Serrão</dc:creator>
				<category><![CDATA[mundo sincero]]></category>

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		<description><![CDATA[Me deixa muito mais assustado um grupo de moradores em frente a uma escola querendo furar o bloqueio da polícia para invadir o prédio e matar um &#8220;monstro&#8221;. A mesma violência que retroalimenta atitudes como essa deu origem aos distúrbios que levaram um rapaz a tamanha insanidade. Ninguém deu atenção a uma pessoa com problemas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=200&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me deixa muito mais assustado um grupo de moradores em frente a uma escola querendo furar o bloqueio da polícia para invadir o prédio e matar um &#8220;monstro&#8221;. A mesma violência que retroalimenta atitudes como essa deu origem aos distúrbios que levaram um rapaz a tamanha insanidade. Ninguém deu atenção a uma pessoa com problemas, a sociedade não notou nem ouviu; pelo contrário, o desprezou e o afastou, isolou &#8211; e agora quer punir. As pessoas precisam parar de achar que acaba-se com a violência &#8220;matando&#8221; o outro. </p>
<p>Não sou defensor de nada, apenas reflito sobre o que parece mais absurdo. A imprensa deveria nos fazer pensar por vários (outros) pontos de vista de vez em quando. Quantos 11 de setembros, massacres em escolas, guerras civis e militares, genocídios, ainda teremos que passar para compreender que a solução é tão simples?</p>
<p>Poderíamos ter impedido a morte de 12 crianças se soubéssemos ouvir o apelo de um rapaz que sofreu bullying, cresceu numa família desestruturada que mal procurou saber o que se passava com ele, conseguiu duas armas que sabia carregar e manusear com destreza. Que valores estamos apresentando aos nossos jovens com filmes de guerra, games de guerra, atitudes de guerra?<br />
E às crianças que sobreviveram e sofreram de perto marcas tão profundas de um dia na escola? Que argumentos, sugestões, explicações de especialistas, tentativas de consolar, palavras vazias, ombros amigos vamos oferecer, se não temos?</p>
<p>Não acredito em nenhuma explicação racional e humana para isso. Qualquer justificativa para este caso só pode vir de algo sobrenatural que ainda não estamos prontos/preparados para saber.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sinceroquedoi.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sinceroquedoi.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sinceroquedoi.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sinceroquedoi.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sinceroquedoi.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sinceroquedoi.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sinceroquedoi.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sinceroquedoi.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sinceroquedoi.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sinceroquedoi.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sinceroquedoi.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sinceroquedoi.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sinceroquedoi.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sinceroquedoi.wordpress.com/200/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=200&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Uma carta</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Apr 2011 20:54:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Serrão</dc:creator>
				<category><![CDATA[sinceridade dos outros]]></category>

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		<description><![CDATA[SALVE DEUS! Meu Filho Jaguar: Todos nós temos um Sol interior e pela força do seu pensamento tem como medida o grau de evolução. Este Sol deverá ser desenvolvido, sempre com o objetivo de favorecer o bem acima de tudo, na lei de auxílio, completando sempre o ciclo Iniciático nos Três Reinos desta natureza. Primeiro, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=198&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SALVE DEUS!</p>
<p>Meu Filho Jaguar:<br />
Todos nós temos um Sol interior e pela força do seu pensamento tem como medida o grau de evolução. Este Sol deverá ser desenvolvido, sempre com o objetivo de favorecer o bem acima de tudo, na lei de auxílio, completando sempre o ciclo Iniciático nos Três Reinos desta natureza. Primeiro, procurar o equilíbrio físico moral, individualizando-se em perfeita sintonia em Deus, para que a força da inteligência se torne perceptível por sua expressão vibratória.</p>
<p>Além desta vibração, saber movimentar os poderes do seu sol interior. Meu filho; são fáceis os contatos físicos nos planos físicos, quando não temos muita terra no coração. Porém, com o coração pesado, só encontramos a dor, a angustia do espírito conturbado pela subdivisão dos três sistemas no seu reino coronário, porque a tua Alma Divina exige o teu bom comportamento.</p>
<p>Quando assumimos o compromisso de embarcarmos nesta viagem, viemos equipados do bem, assumimos o compromisso para o reajuste de um débito, o qual não somos obrigados a assumir, porém, tão logo chegamos, pagamos centil por centil do que prometemos. Tenha esta cartinha como um despertar da Mãe em Cristo.</p>
<p>Tia Neiva (04 de novembro de 1971)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sinceroquedoi.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sinceroquedoi.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sinceroquedoi.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sinceroquedoi.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sinceroquedoi.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sinceroquedoi.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sinceroquedoi.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sinceroquedoi.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sinceroquedoi.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sinceroquedoi.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sinceroquedoi.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sinceroquedoi.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sinceroquedoi.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sinceroquedoi.wordpress.com/198/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=198&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pesquisas e filosofia</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Apr 2011 20:46:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Serrão</dc:creator>
				<category><![CDATA[sobre ser sincero]]></category>

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		<description><![CDATA[Empolgado de novo com esta cidade que me escolheu, carregou no colo e me ensinou a ser um professor. Um professor de geografia que morria de medo dos alunos, principalmente pelo fato deles parecerem ser bem mais velhos e mais responsáveis. Mas que agora, experimentado, podendo até se dizer, calejado, resolve alçar vôos maiores. Vamos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=195&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Empolgado de novo com esta cidade que me escolheu, carregou no colo e me ensinou a ser um professor. Um professor de geografia que morria de medo dos alunos, principalmente pelo fato deles parecerem ser bem mais velhos e mais responsáveis. Mas que agora, experimentado, podendo até se dizer, calejado, resolve alçar vôos maiores.</p>
<p>Vamos fazer pesquisa e ensinar filosofia para essa galera. Sair do comodismo, refletir.</p>
<p>Temos aqui uma proposta interessante de iniciar um levantamento sobre a formação da cidade de penalva a partir da história de suas família mais &#8220;ilustres&#8221;, mais conhecidas, mais corriqueiramente citadas em livros, listas telefônicas, diários de classes, processos judiciais e boletins de ocorrência. A história se faz de muito &#8220;tititi&#8221; (na melhor maneira como se diz por essas bandas, com o sotaquezinho que carrega o &#8220;t&#8221;)&#8230;</p>
<p>Longa pausa desde 23 de março, queda de energia, quebra da linha de raciocínio e do texto. Guardar&#8230;</p>
<p>Recuperando, lendo tudo de novo&#8230; Estamos em 1º de abril, até parece que foi mentira, o texto, salvo como rascunho, reinicia&#8230; do nada.</p>
<p>Há dois dias atrás experimentava a louca sensação de ser diretor de uma escola, de na verdade exercitar o ditador que há dentro de mim mesmo. Auto-controle é algo que busco insistentemente nos últimos dias dias. Começo uma contagem que surge do 38, é a válvula de escape. Essa contagem corre em ordem decrescente e na mesma linha de pensamento/ paralelamente a uma outra que começou na sufocante noite de ontem. Se tudo der certo completaremos um dia: auto-controle é mantra.</p>
<p>Mas tantas divagações nada têm a ver com o momento que passo. Por exemplo, ansiedade é algo muito difícil de controlar. Tenho medo de perder pra ela, que tem muito poder contra meu ser e minha mente. Orações. Também há dois dias estava sentado tentando estudar e nada, passei uma noite em claro pensando em um monet de coisas, mas sem poder concentrar-me para o urgente: estudar.</p>
<p>Nem é uma palavra de ordem estudar, mas tem sido uma lida diária de minhas possibilidades escapatórias. Não só com relação à filosofia, com os estudos sobre a cidade, mas principalmente com relação a todas as teorias da comunicação passíveis de entendimento que tenham acesso às questões de um concurso. Que me estimula é: apesar deste fatídico dia, conseguimos vencer a batalha em todos os outros, amém!</p>
<p>E o que (nova interrupção de energia, parece que isso nunca acabará, as interrupções e o texto) nos traz ao dia de hoje, numa tarde de sexta-feira, ainda aqui na cidadezinha? Não sei, amanhã teremos um belo dia, novas vivências, o conhecimento, o descortinar. É preciso reaver o que foi perdido, que a batalha, quase perdida seja dura, mas que seja novamente travada. Perdemos um bom tempo neste esmurrar de pontas de faca, nada podemos lamentar agora.</p>
<p>O nosso conhecimento é a nossa discplina, já dizia a tia. Por isso não canso de repetir: &#8220;O homem que tentar fugir de sua meta cármica ou juras transcendentais, será devorado, ou se perderá como p ássaro que tenta voar na escuridão da noite!&#8221; </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sinceroquedoi.wordpress.com/195/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sinceroquedoi.wordpress.com/195/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sinceroquedoi.wordpress.com/195/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sinceroquedoi.wordpress.com/195/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sinceroquedoi.wordpress.com/195/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sinceroquedoi.wordpress.com/195/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sinceroquedoi.wordpress.com/195/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sinceroquedoi.wordpress.com/195/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sinceroquedoi.wordpress.com/195/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sinceroquedoi.wordpress.com/195/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sinceroquedoi.wordpress.com/195/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sinceroquedoi.wordpress.com/195/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sinceroquedoi.wordpress.com/195/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sinceroquedoi.wordpress.com/195/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=195&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Minha Vila Madalena fazendo um poema&#8230; pra te conquistar</title>
		<link>http://sinceroquedoi.wordpress.com/2011/02/28/minha-vila-madalena-fazendo-um-poema-pra-te-conquistar/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 13:53:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Serrão</dc:creator>
				<category><![CDATA[mundo sincero]]></category>

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		<description><![CDATA[Quatro dias em Sampa. Vejo poesia em tanto concreto, mas falta animosidade às pessoas. Até pra correr no Ibirapuera os paulistanos parecem robôs; mas tadinhos, muito trabalho pra ganhar dinheiro. Onde e como desfrutar? Respiramos arte, cultura brasileira e comemos tudo do bom e do melhor em restaurantes árabes, indianos, italianos e japoneses. Provamos de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=192&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quatro dias em Sampa. Vejo poesia em tanto concreto, mas falta animosidade às pessoas. Até pra correr no Ibirapuera os paulistanos parecem robôs; mas tadinhos, muito trabalho pra ganhar dinheiro. Onde e como desfrutar?</p>
<p>Respiramos arte, cultura brasileira e comemos tudo do bom e do melhor em restaurantes árabes, indianos, italianos e japoneses. Provamos de tudo, uma verdadeira orgia gastronômica que só faz sentido na Capital Mundial da Gastronomia. Faltou o bom samba da garoa que não tive tempo de desfrutar dessa vez, no máximo os blocos desanimados da Luz e o fato ocorrido naquela noite maravilhosa que, se me derem licença, vou contar agora&#8230;</p>
<p>Na sexta decidimos encarar a noite que não pára. Em todos os lugares esta mesma noite é uma criança, na selva de pedra ela é imortal. E vamos nós. Pegamos o metrô para a última estação na Vila Madalena, com hora pra voltar antes da última viagem. Fomos sem perspectiva alguma, tanto que achávamos que o simples fato de descermos na estação, chegaríamos naquelas ruas cheias de barzinhos, sons pra todos os gostos, mas não vimos nada. O que vimos foi um bairro adormecido, rico e calmo. Que tería acontecido?</p>
<p>Jane resolveu pedir ajuda para uma menina que ia passando. A paulistana pegou um susto tão grande que quase me convenci que a Jane ia realmente assaltá-la. Ela nos deu as indicações: Rua Fidalga. Mais adiante, no trajeto à pé, dois roqueiros soltaram a segunda dica: Rua Wizard. Fomos caminhando.</p>
<p>Cansados, quase desistentes, chegamos ao fim do arco-íris, mas eram muitas opções, cada bar mais chique que o outro, tocavam forró, jazz, rock; nada era a nossa praia, tinhamos acabado de sair de um show de música instrumental no Itaú Cultural onde encontramos dois maranhenses, um deles o André do &#8220;Estado&#8221;.</p>
<p>Encostados na calçada avistamos uma galera descendo a Rua Fidalga, vinham com instrumentos e uniformizados em verde e branco. Pareciam um bloco vindo de uma &#8220;baladenha&#8221;, resolvi perguntar quem eram. Supense na noite: ía ser anunciado o grande momento, um anjo pronunciaria a sua sentença: &#8220;Estamos indo tocar num bar de samba logo ali&#8221;, responde um rapaz de cabelo comprido cacheado. Reparo na camiseta, há uma estrela no peito dele. Lá está escrito &#8220;Mocidade Independente de padre Miguel&#8221;, deconfio e pergunto, eles me confirmam que são a bateria show da escola de samba carioca. Pelo sotaque e o auê da galera toda, só pode ser verdade mesmo. Estamos diante de uma zoadenta negrada típica da zona norte/oeste do Rio. Há um oásis no deserto como há luz no fim do túnel.</p>
<p>Euforia contida de nossa parte, continuamos o trajeto com eles. Vamos entrar no bar e curtir a noite maravilhosa. Um deles, o Thales pergunta se a gente não quer entrar junto, respondemos que sim, lógico; entramos com eles por uma porta lateral. Encontrar cariocas na terra fria da garoa muda tudo totalmente, em apenas algumas palavras trocadas nos tornamos amigos de infância de metade dos componentes, pegamos drinks, bebemos e comemos de graça, sem exageros, pois bastava termos sido adotados e entrado no bar de graça.</p>
<p>Ficamos com vergonha até de perguntar o valor da entrada, no entanto seríamos informados mais tarde, numa brincadeira, que uma caipirinha custa dez reais no local. O dono é torcedor da mocidade, o público de alto nível aprecia as rodas de samba com cantores e compositores famosos. Os frequentadores não sambam assim tão bem, devemos dar um desconto, estamos numa terra robotizada pela própria natureza capitalista. Falta vida aos pés e braços mecanizados da gente. O frio aumenta a sensação de letargia.</p>
<p>Nas paredes imagens de todos os grandes sambistas do universo. Fiquei meio tonto ao apreciar, nem consegui ver tudo. De longe, o Tiãozinho, compositor dos grandes sambas da mocidade, começa a cantar. Chama ao palco o Alex Ribeiro, filho do Roberto Ribeiro &#8211; é a cópia do pai, mais novo. Do pagode passamos aos sambas. Tiãozinho, bem didático, conta histórias e explica como funciona a bateria, chama atencão do povo para entender a marcações, os detalhes que diferenciam portela e salgueiro, mangueira, império e mocidade. Confirmei algumas observações que sempre faço. Uma aula de samba, graças a Deus.</p>
<p>Vez ou outra servimos drinks aos amigos da bateria, pedimos mais atenção do garçon ao atender os pedidos das estrelas da noite. Pra quem não bebe, energético, refrigerante, pastel, churrasquinho. Pegamos o chocalho pra tocar, o tamborim, o surdo, a caixa. Cantamos até ficar roucos, sambamos até doer os pés. E ficamos perplexos ao ver que o photoshop não existe para as mulatas, a natureza faz tudo à sua imagem e perfeição. São três moças sorridentes e saltitantes que surgem de uma sala para ainda mais entusiasmo do público. E elas nem são cariocas, mas isso não importa: carioca nasce em qualquer lugar, já dizia o poeta, e aqui estou eu pra confirmar essa rima-teoria.</p>
<p>Fim de show. vamos embora? Não. Hora de conversar com os amigos, entender melhor os bastidores de shows initerruptos, caros e sempre muito animados. A galera embreagada chora amarguras, confidencia fins de romances, abre o jogo do adultério, conta causos de viagens e mais viagens. No dia seguinte a mesma bateria show, que mal terá tempo de dormir no ônibus (há seis caixas de cerveja lá dentro e são 4 horas da manhã), terá ainda que cumprir dois compromissos de agenda, antes do último ensaio na quadra. </p>
<p>O dia começa e termina ao som de &#8220;lá vem a bateria da mocidade independente&#8230;&#8221; Pra mim uma noite perfeita, não sei se a companhia absorveu com a mesma propriedade, mas esta lembrança será guardada como mais um momento único desta louca vida breve. O dia em que a bateria da mocidade desceu a ladeira da Vila Madalena, que fez um poema, e conquistou a gente.</p>
<p>O Bar Samba: http://www.guidu.com.br/sao-paulo/bares/bar-samba/</p>
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		<title>Suburbano</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Feb 2011 21:55:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Serrão</dc:creator>
				<category><![CDATA[mundo sincero]]></category>

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		<description><![CDATA[O carioca conversa com o outro e te olha, sorri. Ele quer que você entre na conversa e fique do lado dele. Pura malandragem. Descobri que ser ou estar carioca na zona sul não vale. É preciso reconhecer que não existe pecado do lado de lá do túnel rebouças e que há muito mais vida [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=190&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O carioca conversa com o outro e te olha, sorri. Ele quer que você entre na conversa e fique do lado dele. Pura malandragem.</p>
<p>Descobri que ser ou estar carioca na zona sul não vale. É preciso reconhecer que não existe pecado do lado de lá do túnel rebouças e que há muito mais vida na zona norte (inclusive dependendo do luigar ela começa depois da meia noite) do que julga a vossa vã bossa nova.</p>
<p>Do primeiro trecho eu percebi nitidamente esperando um ônibus na madrugada. Três senhoras conversam jovialmente sobre tudo ao seu redor, são donas de uma banquinha de vende-tudo na porta da Central, estão no fim do expediente. Tagarelam sobre a jovem que fugiu com um homem, nada muito escandaloso para a época que vivem. Sorriem pra mim. Pela informação que acabo de pedir sobre qual ônibus devo pegar elas falam mil coisas, e continuam sorrindo para saber qual a minha opinião sobre o caso da jovem. Eu sorrio também pra mostrar educação. Elas questionam: &#8220;quê que você acha?&#8221; É a deixa. Pronto, estamos enfeitiçados pela alma do carioca.</p>
<p>Ontem no bloco também entendi o que Jane tanto quiz dizer sobre a amiga Bia, para ela, uma &#8220;entidade&#8221;, pra mim, mais uma carioca extremista. Ela samba, sorri, joga piadinha, se diverte com velinha de aniversário, dá conselhos e dicas sobre tudo que vai rolar naquele instante e nas próximas três horas. A lista é grande, nem consegue se despedir da gente. Para alguém não muito afeiçoado a malandragem, sem sangue de negro, ávido por burburinhos e trejeitos, a conversa não tem menor importância. Daí porque eu acho que paulista não se dá muito bem pelas bandas de cá. Mas o maranhense não só se sente em casa, essa é uma casa mais que especial.</p>
<p>A Bia quer ser rainha de bloco. Mas todas as outras querem ser também, por isso eles são tão animados, o show é feito por todo mundo e não importa que todos sejam artistas e não haja platéia, estamos numa sociedade afro-egocêntrica. E graças a Deus que a alma do povo brasileiro é muito disso aqui. Cartão de visita.</p>
<p>Minha tia quer fazer teatro, mesmo se virando muito bem com as atividades na cozinha, tendo um treiler pra cuidar, e filhos, netos. Nada disso a impede de sonhar; já foi professora quando quiz, cabrocha, costureira; já vi fazer tanta coisa que não admire qualquer dia desses eu chegar na casa dela e topar com a idéia fixa de ser diplomata. O carioca é um exímio diplomata e excelente anfitrião, apesar do xixi na rua, da sujeira do centro, das brigas que surgem e se espalham. Nesse caldeirão a ferver estão índios, negros e brancos: seus defeitos e suas qualidades.</p>
<p>Agora embaixo estava na padaria e uma senhora avisava pra neta que nunca mais voltaria naquele lugar, pois lá se ficava esperando toda vida. O atendimento que demora, as coisas que não dão certo, o carioca é bravo, mas é passional. Antes ela já havia ameaçado a neta sobre sua indefinição do que comprar: balinha, doce, salgado?</p>
<p>Na praia, um pequeno furdunço, vou ver &#8220;de qual é&#8221;. Um jogo de bola entre garotos perturba os leitores do sol quente das 14h. Salva-vidas são chamados. Nenhuma vida é salva, não há ninguém se afogando. São apenas pessoas se desentendendo e, carentes de mais opiniões, as autoridades são chamadas. O carioca precisa eternamente de dialética, de preferência com menos dialética e mais síntese e antítese.</p>
<p>E em Madureira, um vislumbre: pra quem acreditava que depois do Méier a cidade acabaria por dormir, meus amigos, há vida muito mais pra lá. Pessoas correm atrás de forró, funk, seresta, churrasquinho, cachorro quente, vans lotadas, tudo é motivo para prolongar a noite, tudo é motivo pra gritaria, algazarra, lamentos, êxtase. Entramos na Portela, nem a demora nos afugentou e tampouco afujentou a comunidade que samba. Duas dúzias de cabrochas sorridentes e sambaricantes, crianças saltitantes no ritmo do samba-funk, uma bateria alucinante saúda gringos e pseudo-cariocas na noite que se inicia. A majestade do samba mostra porque tem mais de 80 e porque não morrerá tão cedo. Aqui sangue não corre nas veias, ele balança em ritmo sincopado.</p>
<p>O carioca até pra dançar é só na malandragem. E a gente fico só olhando, porque não pode fazer nada.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sinceroquedoi.wordpress.com/190/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sinceroquedoi.wordpress.com/190/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sinceroquedoi.wordpress.com/190/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sinceroquedoi.wordpress.com/190/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sinceroquedoi.wordpress.com/190/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sinceroquedoi.wordpress.com/190/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sinceroquedoi.wordpress.com/190/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sinceroquedoi.wordpress.com/190/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sinceroquedoi.wordpress.com/190/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sinceroquedoi.wordpress.com/190/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sinceroquedoi.wordpress.com/190/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sinceroquedoi.wordpress.com/190/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sinceroquedoi.wordpress.com/190/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sinceroquedoi.wordpress.com/190/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=190&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Rio de Janeiro continua lindo pra mim</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 00:17:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Serrão</dc:creator>
				<category><![CDATA[mundo sincero]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou de volta, é o meu terceiro ano seguido, pro carnaval, lógico. Lembro como se fosse hoje a minha primeira visita a esta cidade realmente maravilhosa, toda cheia de imagens fotográficas, musicais, pintadas, videogravadas. Em 2005 eu desembarquei aqui pela primeira vez depois de um encontro e graciosas lembranças de um encontro estudantil em Vitória. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=188&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou de volta, é o meu terceiro ano seguido, pro carnaval, lógico. Lembro como se fosse hoje a minha primeira visita a esta cidade realmente maravilhosa, toda cheia de imagens fotográficas, musicais, pintadas, videogravadas. Em 2005 eu desembarquei aqui pela primeira vez depois de um encontro e graciosas lembranças de um encontro estudantil em Vitória. Também era carnaval. O carnaval dos meus 21 anos, ou melhor, o ano que eu completava meus 21 carnavais.</p>
<p>Nasci perto da festa, em 1984, acredito que num baile de carnaval. Minha família sempre foi muito sambista e carnavalesca, meu pai toca chorinho. Comecei a gostar desta coisa maravilhosa que é um desfile de escola de samba dentro de casa, ouvindo os deliciosos LPs de sambas de enredos das décadas de 80 e 90. Meu primeiro disco foi o de 1997, daí iniciei minha coleção e completei o resto (de antes e de depois). Tenho todos os discos, sei de cor a maior parte deles. Meus olhos brilham ao falar sobre samba. Aprendi a gostar da raiz deste gênero musical único e tão representativo do nosso país.</p>
<p>Mas em 2005 eu conheci Piabetá, meu primo morava no pé da Serra, foi onde fiquei por aqueles belos dias. Encontrei uma parte da família que mora no centro do Rio e por uma coincidência feliz do destino, é tão carnavalesca quanto eu. Uma prima é passista, a tia cozinha e faz fantasias. A casa do pessoal virava um ateliê durante a folia. Fiquei por lá, fui assistir os desfiles, foi uma viagem extasiante. Passei meu aniversário na quadra da Mocidade Independente de Padre Miguel, escola do coração, um presente desse meu primo. Também fui conhecer o portelão, num ensaio da segunda escola que me encanta; me arrepiei com o desfile da ilha, a terceira escola na ordem de preferência: foi quando vi o Aroldo Melodia &#8211; meu puxador favorito &#8211; pela primeira e última vez (numa cadeira de rodas, poucos anos antes de morrer).</p>
<p>Nos dois últimos anos repeti a dose, depois de alguns outros passando o carnaval em casa, no refúgio da televisão, que dá outro ângulo para a experienciação do espectáculo. Assistir ao vivo ou pela TV trazem duas sensações totalmente diferentes, não sei dizer qual a melhor, mas o samba de qualquer forma me encanta. E desfilar no carnaval é coisa ainda mais alucinante, não tem explicação, é única e indivisível a sensação. Concentrar pra entrar na avenida e enfim chegar a apoteose&#8230; ah, a apoteose, não existe palavra mais correta para descrever o que é clímax na maior ópera de rua do universo.</p>
<p>Volto este ano. O Rio se apresenta sob uma perspectiva mais cultural. Em seis dos trinta dias que pretendo passar aqui, já assisti filmes, vi exposições, frequentei lugares, conheci e conversei com tanta gente legal. Tudo tem sido fantástico, o carnaval vem se apresentando aos poucos, procuro não me precipitar, quero degustar saborosamente, como um bom provador de chá, um especialista apreciador de vinhos. Casa qual com seus desejos, formas de desejar, maneiras de matar esses desejos. A vida tem dessas coisas, não fujo dela.</p>
<p>Descobri a Vila do Noel Rosa, a vila como ela é. Dobro a esquina de &#8220;Pelo telefone&#8221;, nas calçadas musicais, voltando pra casa ou entrando no Boulevard. Participando de um ensaio de rua a gente percebe sorrisos, charmes, orgulhos; são as pessoas exalando o mais puro sentimento de pertença ao lugar onde vivem: outro berço do samba. São pintores, escultores, bordadeiras, carpinteiros, figurinistas artesãos; baianas, ritmistas, passistas. </p>
<p>[A grande paixão<br />
Que foi inspiração<br />
Do poeta é o enredo<br />
Que emociona a velha-guarda<br />
Lá na comissão de frente<br />
Como a diretoria<br />
Glória a quem trabalha o ano inteiro<br />
Em mutirão<br />
São escultores, são pintores, bordadeiras<br />
São carpinteiros, vidraceiros, costureiras<br />
Figurinista, desenhista e artesão<br />
Gente empenhada em construir a ilusão<br />
E que tem sonhos<br />
Como a velha baiana<br />
Que foi passista<br />
Brincou em ala<br />
Dizem que foi o grande amor de um mestre-sala<br />
O sambista é um artista<br />
E o nosso Tom é o diretor de harmonia<br />
Os foliões são embalados<br />
Pelo pessoal da bateria<br />
Sonho de rei, de pirata e jardineira<br />
Pra tudo se acabar na quarta-feira<br />
Mas a quaresma lá no morro é colorida<br />
Com fantasias já usadas na avenida<br />
Que são cortinas, que são bandeiras<br />
Razão pra vida tão real da quarta-feira<br />
É por isso que eu canto]</p>
<p>Falo da Vila Isabel, mas lembro do Estácio, de Oswaldo Cruz e Madureira, de Mangueira aqui perto, da Praça Onze, de todos os morros embandeirados e coloridos, donde descem as pessoas fantasiadas, encamisadas, enpalitozadas, abaianadas. É lindo tudo isso, aquele bafafá das gentes cantando, gritando é campeã, vaiando o(s) concorrente(s) do momento, torcendo pela vitória, buscando sua redenção. Nada acaba na quarta-feira de cinzas. Quem é da Serrinha, respira São Jorge e Império Serrano o ano inteiro, anda como se estivesse &#8220;jongando&#8221;.</p>
<p>E de pensar que isso é só o esquenta&#8230;.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sinceroquedoi.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sinceroquedoi.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sinceroquedoi.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sinceroquedoi.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sinceroquedoi.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sinceroquedoi.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sinceroquedoi.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sinceroquedoi.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sinceroquedoi.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sinceroquedoi.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sinceroquedoi.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sinceroquedoi.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sinceroquedoi.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sinceroquedoi.wordpress.com/188/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=188&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Ensaio sobre a cegueira</title>
		<link>http://sinceroquedoi.wordpress.com/2011/01/20/ensaio-sobre-a-cegueira/</link>
		<comments>http://sinceroquedoi.wordpress.com/2011/01/20/ensaio-sobre-a-cegueira/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Jan 2011 20:59:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Serrão</dc:creator>
				<category><![CDATA[mundo sincero]]></category>

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		<description><![CDATA[Há livros que definitivamente surgem, te obrigam a lê-los e te dão um tapa tão violento que você nem sabe como foi parar naquele lugar ali. Como há filmes que, baseado no mesmo príncipio, realizam as mesma peripécias e nem se justificam. São livros e filmes mal educados, querendo dar educação pra gente. O livro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=183&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há livros que definitivamente surgem, te obrigam a lê-los e te dão um tapa tão violento que você nem sabe como foi parar naquele lugar ali. Como há filmes que, baseado no mesmo príncipio, realizam as mesma peripécias e nem se justificam. São livros e filmes mal educados, querendo dar educação pra gente.</p>
<p>O livro a que me refiro é este que dá nome ao título do post. Me parecia um título sem graça para um livro badalado de um escritor famoso que ganhou o prêmio Nobel. Tirando a parte do Nobel, Saramago me lembrava muito Paulo Coelho (que li, e não gostei, portanto posso dizer que não é bom na minha opinião) e isso me fez criar certa aversão a sua obra. Tinha também um pouco de preconceito contra as coisas lá do portugal, mas parou por aí. </p>
<p>A história do Ensaio sobre a cegueira é nova, interessante, por isso me fez devorar o livro como poucos me fizeram &#8211; este com certeza, estão na minha cabeceira (a obra do Sabino, da Ágatha Christie, o Guia do mochileiro, o &#8220;Incidente em Antares&#8221;, &#8220;As veias abertas&#8230;&#8221; e alguns outros.</p>
<p>Uma doença contagiosa, &#8220;a cegueira&#8221;, o &#8220;mal branco&#8221;, transforma-se em epidemia e obriga o governo a confinar uma porção de gente que aos poucos vão se descobrindo seres cada vez mais animalescos. </p>
<p>Dos filmes que citaria e que recentemente também me causaram náuseas (náuseas a você só lembra coisa ruim e nojenta?) parecidas com as livro, está &#8220;vermelho como o céu&#8221; e &#8220;Última parada 174&#8243;. O primeiro é um italiano que narra histórias de um grupo de garotos cegos num colégio interno: o protagonista é um dos maiores editores de som do cinema italiano e o filme retrata como os cegos podem conhecer e vivenciar o mundo através dos sons, apenas imaginando as imagens. Assisti ontem e recomento. Um exemplo de boas naúseas aqui.</p>
<p>O primeiro filme, o brasileiro, eu tinha me poupado de assistir esses anos todos porque fui espectador da reportagem ao vivo, pela TV Record. A história já havia me chocado muito, acreditava que o filme iria seguir a linha da violência, dos erros e do rastro de sangue, mas me permiti assistir e analisá-lo. Me lembra muito &#8220;Crash&#8221;. Ele traz um outro olhar, o antes, os momentos em que ainda se poderia reverter a situação, mudar o desfecho. É agoniante ver a narrativa passando pelos seus olhos, com aquele final previsível que todos conhecem, e ninguém faz nada.</p>
<p>Bom apetite.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sinceroquedoi.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sinceroquedoi.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sinceroquedoi.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sinceroquedoi.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sinceroquedoi.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sinceroquedoi.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sinceroquedoi.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sinceroquedoi.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sinceroquedoi.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sinceroquedoi.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sinceroquedoi.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sinceroquedoi.wordpress.com/183/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sinceroquedoi.wordpress.com/183/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sinceroquedoi.wordpress.com/183/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=183&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>SAMBA ITALIANO (Adoniran Barbosa)</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 13:24:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Serrão</dc:creator>
				<category><![CDATA[sobre ser sincero]]></category>

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		<description><![CDATA[uma pérola, a tradução ao pé da letra de umas das coisas mais bem lapidadas que já ouvi em outro idioma<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=180&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Piove, piove (chove, chove)<br />
Fa tempo que piove qua, Gigi (faz tempo que chove aqui, Gigi)<br />
E io, sempre io (e eu, sempre eu)<br />
Sotto la tua finestra (debaixo da tua janela)<br />
E vuoi senza me sentire (e você sem me atender)<br />
Ridere, ridere, ridere (ria, ria, ria)<br />
Di questo infelice qui (deste infeliz aqui)</p>
<p>Ti ricordi, Gioconda (te lembra, Gioconda)<br />
Di quella sera in Guarujá (daquela tarde no Guarujá)<br />
Quando il mare ti portava via (quando o mar te levava embora)<br />
E me chiamaste (e me chamaste)<br />
Aiuto, Marcello! (socorro, Marcelo!)<br />
La tua Gioconda a paura di quest&#8217;onda (a tua Gioconda tem medo desta onda)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sinceroquedoi.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sinceroquedoi.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sinceroquedoi.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sinceroquedoi.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sinceroquedoi.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sinceroquedoi.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sinceroquedoi.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sinceroquedoi.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sinceroquedoi.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sinceroquedoi.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sinceroquedoi.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sinceroquedoi.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sinceroquedoi.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sinceroquedoi.wordpress.com/180/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=180&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Falcão e a dialética em Hegel</title>
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		<comments>http://sinceroquedoi.wordpress.com/2010/03/21/falcao-e-dialetica-em-hegel/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 02:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celso Serrão</dc:creator>
				<category><![CDATA[sinceridade dos outros]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você ainda não conhece uma das mais interessantes comunidades do orkut, não sei o que você fazia com seu tempo até então. Muito instrutiva, &#8220;Falcão e a dialética em Hegel&#8221; apresenta grandes discussões filósoficas que contrapõem todo o pensamento europeu desde o surgimento da ciência moderna através de seus grandes teóricos (não só de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=177&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você ainda não conhece uma das mais interessantes comunidades do orkut, não sei o que você fazia com seu tempo até então. Muito instrutiva, &#8220;Falcão e a dialética em Hegel&#8221; apresenta grandes discussões filósoficas que contrapõem todo o pensamento europeu desde o surgimento da ciência moderna através de seus grandes teóricos (não só de Hegel), com o pensamento vivo e moderno deste grande poeta cearense, Falcão.</p>
<p>Senão vejamos:</p>
<p>FALCÃO HUMILHA ROUSSEAU</p>
<p>&#8220;Creio que a noção de Falcão sobre a realidade está muito ligada ao Objetivismo de Ayn Rand, principalmente no trecho &#8220;homem é homem&#8230;&#8221;. Falcão deixa clara a existencia de uma realidade objetiva, independente do olhar ou opinião. Nesta mesma canção, Falcão reutiliza o conceito de &#8220;folha em branco&#8221; de Locke.&#8221;</p>
<p>NIETZSCHE, FALCÃO E O CONCEITO DE SUPER-HOMEM</p>
<p>Quando afirma que: &#8220;Pobre é que nem lombriga, quando sai da merda, morre&#8221;, Marcondes Falcão Maia sinaliza claramente na direção de que seu pensamento se coaduna com o de Friederich Nietzsche e de sua concepção de super-homem. Embora novecentista, esta é uma crença que ainda hoje se faz presente, e Falcão trava um interessante debate com Nietzsche ao intercalar sua opinião. </p>
<p>Falcão faz um paralelo entre Nietzsche, e a sua propria obra criando um novo modelo de existencia, a do super corno, do qual chega a um paradoxo da angustia e o desepero, da sina do corno a sua propria sorte, e toda a sua angustia, que podemos citar na filosofia de Kierkegaard.</p>
<p>O Super-homem é a meta que o homem deve chegar em sua evolução societaria e mental. Já que o homem (humanidade) atualmente se encontra num niilismo, ou seja estagnado, em sua caminhada evolutiva.&#8221;</p>
<p>FALCÃO, POPPER E A QUESTÃO DO CONHECIMENTO</p>
<p>&#8220;Falcão se opõe a Popper quando preconiza que &#8220;amanhã será tomorrow&#8221;. Tal sentença é irrefutável a priori, uma vez que tomorrow sempre será amanhã e vice-versa, ainda que o universo venha a se dissolver em inconsistências e singularidades. Destarte, o pensador cearense prova que uma verdade científica nem sempre se mostra aberta a refutações e/ou testes de falseabilidade.&#8221;</p>
<p>O EXISTENCIALISMO FRANCÊS</p>
<p>&#8220;Sartre, ao conceber o homem como prisioneiro do que no pós-guerra se convencionou a classificar como um certo espraiar da liberdade através do paradigma ocidental de democracia, dá uma guinada nos caminho seguidos nos debates acerca da liberdade. </p>
<p>Falcão insere-se aqui ao afirmar que: &#8220;Quem trabalha não tem tempo prá ganhar dinheiro, O mundo é dos espertos e ri melhor quem ri primeiro&#8221; </p>
<p>O PAN-(DES)ESTRUTURALISMO DA CRÍTICA FALCONIANA</p>
<p>&#8220;Em razão da densidade de Falcão, é praticamente impossivel categorizar seu pensamento em linhas ideológicas nítidas. O pensador segue uma doutrina singular, na qual podemos identificar elementos de diversas correntes. A critica à verdade em &#8220;A Besteira É A Base Da Sabedoria&#8221; e a exacerbação da razão em &#8220;A + B&#8221; mistura claramente a metafísica kantiana e a dialética em Nietzsche. A virilidade marxista também percorre grande parte da obra de Falcão, que em &#8220;Ordem e Progresso&#8221; observa com grande lucidez os problemas sociais. E, de modo singelo, critica o modus operandi do atual sistema em &#8220;Vote em Mim e não se Preocupe&#8221;, o que induz automaticamente uma alusão à revolução do proletariado. Mas, o mais impressionante é o modo metafórico como o filosófo expressa a rejeição ao valor em si como sendo uma realidade, e a moral como sendo o cerne cognitivo do bojo coletivo. Assim, podemos perceber um estruturalismo peculiar que se guia em bases funcionalistas (vide a questão do evolucionismo e teoria do caos, sempre presentes em sua obra) e que difere do neo-estruturalismo clássico. Então, proponho a discussão: será possível falar em um &#8220;des-estruturalismo&#8221; ou, porque não, pan desestruturalismo falconiano?&#8221;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sinceroquedoi.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sinceroquedoi.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sinceroquedoi.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sinceroquedoi.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sinceroquedoi.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sinceroquedoi.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sinceroquedoi.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sinceroquedoi.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sinceroquedoi.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sinceroquedoi.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sinceroquedoi.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sinceroquedoi.wordpress.com/177/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sinceroquedoi.wordpress.com/177/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sinceroquedoi.wordpress.com/177/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sinceroquedoi.wordpress.com&amp;blog=6552627&amp;post=177&amp;subd=sinceroquedoi&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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